08 fevereiro 2010

Como dizia o poeta...

"Não há mal pior do que a descrença
Mesmo amor que não compensa
É melhor que a solidão(...)"

(toquinho e vinícius)

Joana andava toda arrebitada. Arrebitada andava em busca de um marido. E andava pelas ruas, ouvia assobios, mas não ligava. Que marido procurava Joana? A morena dos cabelos cacheados caídos sobre os ombros quentes não queria qualquer um. Qualquer um seria como escolher uma roupa aleatoriamente. Joana não escolhia suas roupas aleatoriamente. Passava horas e mais horas experimentando diversas combinações de calças e blusas. E quando escolhia, saía de casa em busca de um marido. Joana queria casar. Casar com quem? Joana não sabia, mas que queria casar... Ah! Isso ela sabia e sabia até demais.

05 fevereiro 2010

"H" de Humberto.

Humberto Tarciso Valentim dos Santos: é assim que consta na carteira de identidade, na certidão de nascimento, nos convites da reunião de pais da escola, na toalha de banho azul felpuda que mamãe mandou bordar, no cartão de vacinas e nas outras muitas identificações que já não lembro. Uma vez perguntei por que meu nome havia de ser tão grande. Na realidade recebi três nomes e um sobrenome. Sobrenome do meu pai, muito orgulhoso por tê-lo, “Santos”. Não ligo muito para a sonoridade do “Santos” e o acho um tanto comum. Conheço cerca de dez pessoas que possuem o mesmo sobrenome e não vejo empolgação por portarem-no dentro da carteira. Já os três nomes próprios que foram me dados... Nunca compreendi por que diabos eu teria três nomes. Três e não um. Ou dois “quem sabe”. Mamãe disse “meu filho, seu nome foi uma escolha difícil”. Papai continuou “Tarciso foi uma homenagem ao seu avô paterno já falecido”. Mamãe não querendo perder a vez pôs-se a falar novamente “Valentim significa saudável, forte, valoroso”. “E Humberto?” questionei. Fui completamente ignorado, talvez eu fosse invisível ou minha voz tenha falhado, pois o telefone tocou e a porta da frente falou alguma coisa que eu não compreendi. Sei que vi meus pais ocupados com seus afazeres. Mamãe devia estar conversando com alguma vendedora de produtos naturais, visto que a porta estava entreaberta, permitindo que ela colocasse apenas o rosto para fora. E se fosse amiga íntima, a porta seria aberta num instante e as duas estariam sentadas no sofá fofocando sobre as últimas notícias locais, ou sobre a novela, tanto faz... Já meu pai... Bem, ele tinha ido atender ao telefone. Calculando o tempo de demora acredito que tenha se entretido com algum livro de contabilidade. Sim, meu pai era contador. Ou advogado? Acho que os dois. Não ouso perguntar sobre a profissão dele. Seria desgastante demais passar a tarde inteira ouvindo-o falar, sem pausas, enquanto me cobriria com livros pesados ao jogá-los no meu colo. Isso tudo com um propósito, claro! Incentivar-me-ia a seguir uma carreira na mesma área. Voltando para o detalhe que ronda meu nome... Humberto. H.T.V.S. Um carimbo com a sigla das letras iniciais dele ficaria bem bonito. Evitei questionar posteriormente sobre o meu primeiro nome, aliás, eu até que simpatizava com o “H”. Pelo menos não era nem o primeiro e nem o último nas listas de chamada organizadas por ordem alfabética.

04 fevereiro 2010

Todo um processo...

O processo de publicação autônoma de um livro é cansativo. Talvez nem tanto quanto o dos pedreiros, que carregam sacos de cimento nas costas, mas ainda sim exige a disponibilidade de tempo. O primeiro passo é escrever, ter algo para publicar, pois idéias, e somente idéias, não são nada palpáveis. Entretanto, passando para a segunda etapa, tendo o material digitalizado em mãos, caso você não seja um expert na língua portuguesa, formado em letras, com outros atrativos, conhecimentos além da própria graduação fica “complicado” apoiar-se apenas em sua própria revisão. Desta maneira é preciso também “arranjar” um revisor. No meu caso dei sorte de conhecer pessoas competentes que se ofereceram a me ajudar.

Dispondo de um revisor, livro concluído... E agora? Agora vem a parte burocrática da “coisa”. Não adianta querer publicar um livro e desejar ser reconhecido por seu trabalho se você mesmo não o valoriza o suficiente para garantir que tenha uma codificação única, registro na biblioteca nacional... Pensei por algum tempo antes de preencher todos os dados necessários para o cadastro de “editor autor”. Desconfiei da importância no meio literário destes dados por desconhecer o ambiente em questão. Escrever não é difícil, escrever algo digno de ser lido sim. Enquanto o meio literário, como qualquer outro, está entupido de porcarias não gostaria de fazer um trabalho pela metade. Publicar sem certificação da existência da minha publicação. Seria como ter um filho e não registrá-lo no cartório.

Então, preenchi os cadastros, xeroquei os documentos necessários, comprei envelopes tamanho ofício (pois a4 havia acabado), anotei o endereço, fui ao banco pagar pelos serviços (fiquei esperando quase duas horas para ser atendida), andei até o correio mais próximo debaixo de um sol escaldante, sob ameaça de chuva, para dar encaminhamento a documentação para a fundação da biblioteca nacional...

Recebi uma resposta da gráfica... (essa parte fica em “off” a menos que alguém se disponibilize para me patrocinar, alguém?)

Enfim. Os dados foram enviados e agora só me resta esperar pelo retorno. Tomará que eu não tenha esquecido nada do que foi pedido senão será um atraso a mais para a data de publicação, prevista para Março.

Quer publicar um livro? Pense ($) muito bem... Brincadeira. Vale à pena. Depois de todo o esforço ter em mãos algo seu, arrumadinho, encadernado, com capa bonita... Mas estes sentimentos devo descrever quando "ele chegar".

03 fevereiro 2010

Dias de Glória - Capítulo 1

Na "onda" de publicar meu "primeiro livro" resolvi que seria interessante disponibilizar para download o primeiro capítulo do primeiro primeiro livro que escrevi. Eu tinha uns 15 ou 16 anos por aí... Trata-se de uma aventura, uma história "fantasiosa", com ambientes e personagens imaginados.

Então, eis aqui o link para visualização e download.

Primeiro Capítulo - A Missão

Post Editado: Coloquei uma capa que criei recentemente para deixar o post mais ilustrativo e, consequentemente, mais atrativo também.

01 fevereiro 2010

Uma visão do futuro?

Ano passado quando estive prestigiando a Feira do Livro que aconteceu no Hangar no mês de Novembro um senhor já de idade, não tão avançada assim, aproximou-se de mim e da minha amiga para recitar uns tais poemas. Disse ele que cada pessoa tinha um poema de acordo com a data de nascimento. O curioso é que os poemas, não riam de mim, comparados com as nossas vidas se assemelhavam bastante. E lembrando daqueles filmes de terror, suspense, ficção, etc. esses velhinhos, ou não tão velhinhos assim, surgem para emitir algum aviso e geralmente são alertas de perigo. Porém, ele virou e disse que eu era uma pessoa cheia de idéias em mente e que precisava aprender a externalizá-las. Talvez não exatamente com essas mesmas palavras, mas foi algo bem próximo. Isso fez-me pensar nos dias que seguiram... depois esqueci. No entanto, hoje eu lembro muito bem daquele momento. Pode até ser ilusão ou comparação de coisas que não tem ligação alguma. De alguma maneira sinto que ele estava correto em sua afirmação, mesmo que pareça clichê para alguns de vocês. Ele não disse a minha amiga a mesma coisa... e do mesmo modo foi compatível com a realidade. Algumas pessoas realmente são "diferentes". Será que ele conseguia enxergar o futuro pelo simples fato de ter já presenciado diversas experiências de vida?

30 janeiro 2010

Março: As cartas que nunca enviei

"Arrisco-me a te apresentar algo que talvez já conheças, mas que foi uma novidade para mim..."
Por meio de uma narrativa em primeira pessoa o livro Março: As Cartas que Nunca Enviei conta uma história de amor mais próxima da realidade. A personagem principal escreve cartas destinadas ao homem amado na esperança de entendê-lo, justificando suas ações, relembrando momentos vividos juntos, exibindo seus sonhos e os pensamentos mais profundos.

Sim, por algum tempo estive trabalhando neste projeto pessoal e ainda estou. Afinal não é tão simples escrever, organizar a divulgação, fazer capa etc. Decidi que ficaria longe das editoras por enquanto, até porque é o primeiro livro que escrevo com a intenção de divulgar e creio que seria uma batalha muito difícil para conseguir uma editora nesse primeiro momento. Espero, porém, atrair algum público pela primeira porta que é a "capa" e depois pelo "conteúdo". Se isto acontecer, certamente, ficarei muito contente, pois o mais difícil depois da editora é atrair leitores, já que ultimamente as pessoas tendem a ter mais preguiça para ler seja qualquer coisa. E isso se deve as inúmeras facilidades de nosso tempo. Reconheço também que há quem destine um bom tempo para a leitura, mas vamos concordar que não é a maioria. Portanto, sintam-se a vontade para questionar qualquer tipo de coisa em relação ao livro.

Lançamento previsto para Março de 2010.


Informações:

Livro - Março: As Cartas que Nunca Enviei
Autora - Natália Menezes
Capa - Natália Menezes
Webdesign - Natália Menezes
Webpage: http://nataliamenezes.orgfree.com/marco_ascartasquenuncaenviei/
Comunidade Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=98194772

25 janeiro 2010

Sentaram-se na minha cadeira

Ando ocupada esses dias com um projeto pessoal além de outras atividades relacionadas a Universidade. Então é provável que me falte tempo e 'inspiração' para textos extras, porém caso apareça devido alguma circunstância eu retornarei a postar com mais freqüência por aqui. Afinal, meu blog é meu canto, minhas quatro paredes que não me mandam calar a boca (ou trancar as palavras). Por enquanto é isso. Uma ótima semana a todos que receberão esta mensagem pela leitura deste "trecho".

Quem sou?

Tem dias que eu queria nunca ter parado de escrever. Quando eu vejo meu blog inativo for tanto tempo eu penso o quão distante eu estive de m...