29 janeiro 2019

"Parli italiano?"

Há quatro anos atrás eu responderia que não. Até a metade do ano de 2015 eu não tinha interesse algum em aprender a língua italiana. A imagem mais marcante, e por isso talvez desinteressante, que eu tinha em relação ao italiano era do Tony Ramos fazendo trejeitos em novelas da globo que retratavam a vida na Itália ou imigração dos italianos para o Brasil. Hoje, relembro e realmente era tosco, bem caricato. 

A minha relação com a língua mudou de fato quando estive pela primeira vez na Itália. Fui participar de uma escola de primavera em Capri, uma pequena ilha perto de Napoli. Eu tinha zero expectativas em relação a viagem, ou ao local e me surpreendi positivamente. Fiquei fascinada com a sonoridade da língua, e as pessoas com quem tive contato lá foram bem simpáticas e prestativas. Compreendi várias similaridades entre a minha própria cultura e a deles. Após essa viagem decidi que aprenderia italiano. 

Desde então, entre idas e vindas, tenho estabelecido uma conexão, um relacionamento com a língua. Comecei meus estudos dessa que seria a minha segunda língua estrangeira (sem grandes pretensões) através do duolingo, uma plataforma online de aprendizado.  O resultado foi bem positivo, consegui manter a rotina de estudos e finalizar a àrvore do 'jogo'. Cheguei a procurar outras fontes de aprendizado, como cursos presenciais, mas estavam fora do meu orçamento. Assim, resolvi me aprofundar na cultura italiana através de filmes e, principalmente, da música. Dessa forma pude aprimorar as minha habilidades auditivas (?) -- listening.

As amizades que tive com italianos enquanto morei na Holanda também foram importantes para que eu estivesse em contato com a língua uma vez ou outra. Então, através dessas amizades, acabei encontrando meu atual namorado e as visitas à Itália se tornaram mais frequentes e pude praticar uma coisa aqui ou ali. Durante o tempo que não estive estudando formalmente a língua esse contato me fez manter o interesse. Afinal, todo mundo que já tentou aprender uma língua estrangeira sabe o quão demorado é o processo e que exige um compromisso frequente para que não se esqueça o que já aprendeu.

Hoje, meu italiano está em sua melhor forma, estou focada nos estudos de gramática, já consigo escrever decentemente e manter algum tipo de conversa. Leio textos sem grandes problemas e entendo muito do que falam. Mas estou longe de terminar o aprendizado, e acredito que o aprendizado nunca vai terminar enquanto eu estiver viva. Tenho 28 anos de língua portuguesa e não sei tudo, não é mesmo? Ninguém sabe. Uma coisa é certa, essa experiência me mostrou que posso aprender outras línguas estrangeiras e já tenho algumas em mente pro futuro, e... sì, oggi, io lo parlo.

25 janeiro 2019

Nada como voltar à antiga casa

Estive relembrando como era bom escrever por escrever. Não lembrava que esse blog existe desde 2009! São dez anos de existência ainda que eu não tenha postado quase nada nos últimos anos (motivo? doutorado). Mas cá estou. Mais uma tentativa de encontrar-me.

Vivi tanta coisa que preciso escrever sobre. Quase como uma necessidade de explorar todas as camadas da pessoa que fui, e da pessoa que sou atualmente. Escrever me ajuda bastante a refletir sobre a vida. Olhar para textos passados me proporciona grandes surpresas. Entro em contato com uma pessoa que não mais existe, mas que deixou sua marca ainda que simplória.

Tenho novos sonhos hoje, novas ambições... um novo objetivo. Espero que meus textos possam inspirar pessoas que assim como eu gostam de escrever, mas por algum motivo estão atarefadas demais para seguir com seus hobbies. Hobbies? Tenho vários (parados).

Um grande 'Olá e fique a vontade' do meu novo Eu. 

De dentro

Erupção... ERUPÇÃO erupção, erupção, erupção explosão Explosão... de dentro atravessa a pele mancha, mancha, mancha manifestação ...