31 dezembro 2010

Ano novo: comentários e ambientes

Ao telefone:

Amiga! Recebi uma dica fantástica para passar o ano novo num maior astral. Ahn?! Sim! Tem a ver com dinheiro... Sabe aquela história de passar de amarelo? É, é... mentira! Tudo mentira. Ao invés disso, ponha uma nota de cem no bolso durante a virada... Se dá certo?! É claro que sim...

Num bar:

As mulheres são uma graça, né? Passam o ano todo fazendo dieta para se acabar nas festas de final de ano... Daqui a pouco a minha vai querer entrar na moda das plásticas. Já disse para ela fechar a boca, não tenho dinheiro e nem quero ter que gastar comprando outro vestido...

No shopping:

Boa tarde, estou procurando um vestido vermelho... Ah! Imagina! Eu, procurando um amor no próximo ano?! Não, não... Estou quase comprometida... É, quase...

Na televisão:

Estamos com a cartomante “sabe-tudo-que-vai-acontecer-em-2011”, e já já estaremos ao vivo recebendo chamadas de todo o Brasil! Quer saber como será sua vida amorosa? Trabalho? Saúde? Então, espere aí sentado no sofá após um breve comercial, voltamos em instantes!

Na cozinha:

Huuum... Mãããe, que cheiro é esse? Posso provar? Mas até meia-noite eu morro de fome... Só um pedacinho? Diz que siiim... O resto da cobertura da torta, pode? Então... um pouquinho do salpicão? Ninguém vai reparar, já tem muito aí. Arrrg! Deixa prá lá, não quero mais. Vou pedir comida à vizinha!

Nas redes sociais (internet):

Feliz ano novo para todo mundo (que eu gosto). Se beber, me chame! ;)

29 dezembro 2010

Duas décadas.

Voltemos a mil novecentos e noventa. Vinte e oito de dezembro. Dez da manhã. Fui trazida ao mundo, no hospital da aeronáutica, em Pernambuco, assim conta minha mãe. Hoje completo vinte anos de existência cuja consciência não deve ter passado de quinze. Mas, estou feliz. Feliz por ter vivenciado muita coisa boa durante esses anos; por ter aprendido muita coisa.

Este post de “aniversário” é especial para agradecer a todos os meus amigos. Novos ou de longa trajetória. Aquelas pessoas que sempre estiveram presente na minha vida quando precisei e quando não. Aquelas que mesmo um pouco distantes não se esqueceram do verdadeiro significado da amizade. Aquelas que eu sei que posso contar. Afinal, são amigos. Muito obrigada

23 dezembro 2010

Então, é Natal.

Época em que muitas pessoas levantam a bandeira da paz e tentam confraternizar juntas, independente das diferenças que possam existir entre elas. Não vou criticar, não vou argumentar, porque é Natal. O resto a gente vê no ano novo. (É assim que funciona...) 

21 dezembro 2010

Baile de Máscaras

A sobriedade é um desaforo.

Pouca-vergonha de poucos que desafiam a realidade estalando os dedos em situações reprováveis. Olhos cheios de fé são esvaziados de desconfiança. São delineados, impenetráveis, esculpidos para somente enxergar o brilho disfarçado. O senso não existe, tampouco a ética. Assim, as representações visuais dos que crêem tornam-se flashes de sorrisos, deixando as caretas escurecidas entre os intervalos das fotografias.

Num baile de máscaras a sobriedade é a própria face, exposta nua no meio de muitos resguardos. Às vezes, não é preciso nem de materiais, placas de acrílico ou pedaços de pano. Um único rosto pode ser centenas, mesmo que para causar estragos precise apenas ser dois. “Vítimas de Pinóquio”. As maquiagens são retocadas nos intervalos escurecidos. A verdadeira identidade nunca é conhecida.

17 dezembro 2010

Jazz: top doze

Imersa num incrível mundo sonoro, resolvi fazer um top doze músicas que mais ouço de Jazz. Por dois motivos: um deles é a ausência de criatividade para um tópico talvez mais interessante; e o outro se trata de uma dica para aquelas pessoas que por ventura possam se interessar e queiram ouvir.

Quem me conhece ao menos um pouco deve saber da minha paixão por música. Não, eu não sei tocar nenhum instrumento musical, apesar de não me faltar vontade de aprender. Até brinquei com um amigo dizendo que um dia hei de aprender a tocar Clair de Lune do Claude Debussy. Uma das minhas músicas clássicas preferidas. Já tentei improvisar o começo da música num teclado de poucas notas, e, devo dizer que o reconhecimento do som foi encantador.

Uma curiosidade que não esqueço sobre Clair de Lune foi como a conheci. Lembro muito bem! Era uma aula de Literatura sobre o Simbolismo em dois mil e sete do admirado e respeitado professor Abílio Pacheco. É interessante como certas coisas ficam marcadas na memória.

Enfim, vamos ao top 12, com uma observação: apesar de eu ter escolhido estas músicas não significa que não tenham outras de igual ou até melhor qualidade.

Top 12 músicas de jazz

1. They can't take that away from me – John Pizzarelli
2. Feeling Good – Michael Bublé
3. Route 66 – Nat King Cole
4. On The Sunny Side of the Street – Frank Sinatra
5. Just one of those things – Ella Fitzgerald
6. Summertime - Louis armstrong & Ella Fitzgerald
7. Little Girl – John Pizzarelli
8. Too marvelous for words – Frank Sinatra
9. All of me – Richard Poon
10. Sweet Lorraine – Nat King Cole
11. What am I to you – Norah Jones
12. Zat you Santa Claus – Louis Armstrong

Para algumas das músicas que citei existe mais de uma versão. Por exemplo, “All of me” tem a versão do Frank Sinatra, do John Pizzarelli, do Louis Armstrong e por aí vai. Então, coloquei a versão que mais ouço ou que achei adequada indicar (rs).

11 dezembro 2010

Entre meninos


Nas redações da escola somos induzidos (e obrigados) a tratar apenas de um tema de discussão. Por outro lado, se as redações fossem baseadas em conversas rotineiras todos, ou quase todos, nós seríamos carimbados com o famoso “fuga ao tema”. Estava conversando um amigo e de repente chegamos a conversas sobre infância. Gostos e hábitos.

Não creio que eu tenha sido a única menina que passou grande parte da infância entrosada no meio de garotos. Com dois irmãos e dois primos por perto, eu costumava brincar de tudo que não se considera “brincadeira de menina”. Talvez eu tenha me divertido mais com brincadeiras de menino do que muitos meninos por aí. De bonecos a bola de futebol. Eram comandos em ação, Power rangers, cards Pokémon, Cavaleiros do zodíaco (eu tinha um Andrômeda), Mortal Kombat – sem contar com os jogos de videogame.

Reuníamos na casa de um vizinho para campeonato de Pokémon stadium, futebol (FIFA), ou mesmo 007 Goldeneye. São tantos jogos que eu nem lembro direito do nome de todos. Sim, eu também soprei fitas de supernintendo. Acho engraçado ver comunidades do Orkut com títulos assim (“eu soprava fitas”), cheias de pessoas. Fiquei na fila para comprar ingresso para o primeiro filme do Pokémon, era o Mew e até ganhei um card especial brilhante. Capturei pokemons, também, jogando com a fita azul, emulador de gameboy.

São tantas lembranças. Fico contente em recordá-las, pois sei que foram momentos bem vividos. Muitas quedas de bicicleta, chutes na canela, escorregões na beira da piscina, esconderijos feitos com cadeiras de plástico e lençol, polícia e ladrão, bandeirinha, amarelinha, elástico, pula corda, esconde-esconde, gato mia "miau", o seu rei mandou, caça ao sapo, queimada/cemitério, cinco cortes, taco, tubarão... (plus \infty)

10 dezembro 2010

Divagações

Minha espinha lateja, e meu estômago parece se estreitar como se alguém estivesse entrelaçando com linha de costura dois pontos extremos, forçando-os a se aproximar. São mais de três da manhã em Brasília. A programação da tevê começa a exibir um filme natalino. Tudo parece tão mágico nesta época do ano. Ninguém tem problemas, ou investem na tentativa de esquecimento. Dezembros vão e vem. Sorrisos sinceros de crianças e atitudes falsas de adultos. Com o tempo você começa a enxergar o tudo. O tudo, na realidade, é a coleção de momentos.

Mexo de um lado para outro. Forço o travesseiro a permanecer numa posição menos incômoda. A sensação de cansaço do corpo parece não ser solucionada. Não consigo permanecer em pé. A gravidade pesa sobre minhas costas tensionadas. Em menos de dez minutos muita ação, sem muitos atrativos, e continuo a assisti-lo entre uma palavra e outra digitada. Sinceramente, não estou prestando atenção. Os dubladores falam um português grego.

Duas horas, estou sem sono.

05 dezembro 2010

Get Ready to Leave the Ground


Dois mil. Foi uma viagem cansativa. Belém-Recife: Quase dois dias completos dentro do carro, parando apenas para almoçar e dormir. Não foi a primeira viagem que fiz com a minha família de carro. Entretanto, naquele ano o U2 foi a trilha sonora que marcou minha memória - uma influência materna. O CD era um fenômeno, “All that you can't leave behind". Eu tinha nove anos. Não lembro exatamente qual foi a primeira música que ouvi, mas o CD como um todo permaneceu intacto até hoje como um dos meus preferidos.

Não quero entrar no tópico dos fanáticos. Não acompanho a banda desde o início, até porque eu não existia. Mas, dentre os inúmeros grupos musicais e os cantores solo que tive a oportunidade de conhecer o trabalho, U2 foi uma das pouquíssimas que continuei a ouvir. Hoje, tenho dezenove anos. Portanto, são dez anos e eu ainda gosto.

É difícil explicar porque U2 e não outra banda. O som deles flui em meus pensamentos tão naturalmente. Parece que já estava lá em latência só esperando o que ativassem. Isso não costuma acontecer com tudo que ouço. Gosto muito, demasiadamente de música. Mas, de tudo que ouço não são todos que eu faria questão de assistir ao vivo. Não estou desdenhando do trabalho de ninguém quando menciono a expressão “ fazer questão”. Os esforços que digo são no âmbito de viajar para assistir. Ou juntar uma quantia de dinheiro para um ingresso um tanto salgado. Nesse sentido tenho poucos preferidos.

Pois bem! Quando anunciaram as vendas dos ingressos fiquei na expectativa e ao mesmo tempo com receios de que acabassem antes que eu pudesse garantir meu lugarzinho. Na primeira tentativa (pré-venda para os associados ao U2.com) não consegui comprar. Como moro em Belém, as únicas alternativas são: o telefone ou a internet. Fiquei bastante irritada com os problemas que surgiam no website do "tickets for fun" toda vez que eu tentava finalizar a compra. Na segunda tentativa (pré-venda para clientes de alguns cartões de crédito) depois de passar quase QUATRO horas tentando - cansada, com sono - consegui adquirir dois ingressos. Não foi para o espaço que eu queria, mas já creio que foi uma vitória consegui-los. O site estava congestionado, o mesmo problema surgia, quase impossível finalizar a compra. Várias tentativas... Não acreditei quando apareceu a efetivação do processo de compra. Um alívio.

Agora é só esperar até Abril, e com muita alegria cantar "i'll go crazy if i don't go crazy tonight".

20 novembro 2010

Violin Romance

Tento acompanhar as notas do violino com a boca semi-fechada soprando o ar - de dentro para fora – e o forçando a vibrar. Quando falho, observo minhas mãos involuntariamente percorrendo trajetórias de idas e vindas, dançando pelo ar. Os picos da freqüência excitam meus pêlos como se estivessem submetidos a uma diferença de potencial. Fecho as cortinas que protegem minhas pupilas para não dispersar a atenção. Extraordinário.

18 novembro 2010

Quem ensina a pensar?

Semana passada, perguntaram-me se eu poderia ensinar física. Algumas aulas particulares visando às avaliações finais de escola. Sempre que recebo um “convite” destes fico com receios, já que na maioria das vezes eu, na função de professora, e os alunos temos objetivos que divergem. Quando penso no ensino de física visualizo a contextualização histórica, os motivos que propiciaram o desenvolvimento das teorias, as idéias que precederam e os “insights”. Existe um raciocínio valioso ao estabelecer as leis regidas pela natureza. No entanto, em quase cem porcento dos casos que estive submetida ao processo de lecionar física a pergunta que mais faziam era “Quais são as fórmulas que eu preciso decorar?”.

Sempre depreciei o ato decorativo em relação à aprendizagem. Talvez seja por este motivo que nunca me dei muito bem em ciências biológicas. Mas, o erro resiste na crença de que se pode apreender física decorando fórmulas. Aliás, o dicionário Aurélio mantém clareza (e coerência) ao expor o significado do verbo “apreender
Assimilar mentalmente; entender, compreender.
Não vejo o verbo "decorar" como sinônimo. Entretanto, continuamos a presenciar um processo que classifico como imutável por questões de magnitude superior, ou seja, os seres engajados de conhecimento, ditos professores, dificilmente ensinam o aluno a pensar.

Podem jogar os diplomas no lixo e de preferência numa cesta azul, assim recicla o papel. Não há necessidade de professores que só saibam reproduzir na lousa as fórmulas que podem ser obtidas por meio da leitura de qualquer livro didático. O interessante é que o estudante apático engole um maço de equações matemáticas, cuja origem tem um motivo, sem ao menos questionar. Seria engraçado se não fosse triste. Agora, eu pergunto: será que a escola inicia a formação de seres pensantes?! Se não, pra quê serve?

Certamente, o ato de ensinar a pensar é muito mais complicado do que parece na teoria. Complicado porque exige tempo, paciência, treino. O importante é desde cedo instigar o senso crítico por meio de questionamentos. Fomentar a não aceitação qualquer coisa imposta sem justificativa. A real compreensão de uma idéia parte do auto-convencimento. Se o aluno não consegue se convencer acaba caindo no mal do estudo decorativo. Caso não esqueça do assunto que decorou ainda assim será incapaz de resolver problemas mesmo que com leves variações dos quais decorou.

Novamente,
Quais são as fórmulas que eu preciso decorar?
Nenhuma se você tiver compreendido a essência do conteúdo.
Por fim, não serei injusta em dizer que nunca tive bons professores. Tive sim. Mas, continuo a dizer que é um evento disperso num conjunto de muitas situações dramáticas.

16 novembro 2010

Pensando sobre "Saw"

Finalmente! Sim, finalmente.

Terminei de assistir a série de sete filmes de Jogos Mortais (Saw, título em inglês). Nunca imaginei que ficaria tão ansiosa para descobrir qual seria o desfecho da história. Não gostaria de explicitamente falar sobre cenas ou sobre o enredo do filme, e o motivo é porque há pessoas que ainda não assistiram e podem querer assistir. Então, resolvi fazer diferente: uma crítica sobre a “idéia” que construí a cerca do filme.

Jogos mortais até pouco tempo não era um filme que eu cogitava na minha lista de entretenimento, e posso dizer o porquê. A primeira vez em que ouvi falar do filme eram pessoas comentando sobre a brutalidade de algumas cenas. Umas diziam “você não vai conseguir assistir, é muito cruel”, ou “tem muito sangue, blá blá blá”. Foi aí que pensei: “Ora, deve ser mais uma coletânea como o massacre da serra elétrica. Um louco aparece do vácuo (vulgo “nada”) e começa a matar todas as pessoas que encontra sem ao menos ter um motivo. A maioria dos filmes de terror é assim: só sangue. Sem contar com o fator principal, o assassino é irritantemente imortal. Pode ser atingido por um canhão e ainda permanecerá em pé.” Mas, eu estava enganada.

Após assistir o primeiro filme, num estalo, minha curiosidade para saber a real idéia que estava por trás de toda aquela carnificina fez com que eu assistisse os demais filmes. Achei muito fascinante o link que os criadores desta série fizeram entre os sete filmes. Uma arquitetura desafiadora e bem lógica. Não se trata de deixar subentendido como muitos fazem, mas de revelar a cada passo uma situação que estava oculta e que se encaixa perfeitamente. A estrutura de pensamento, realmente, impressiona.

Entendo, também, que há mais ensinamentos do que a maioria das pessoas consegue enxergar. Talvez seja por isso que muitas pessoas não tenham gostado. A minha leitura sobre a história considera a carnificina como uma forma de expressão bastante forte para atrair o leitor a considerações mais importantes. Essas considerações são expostas por meio das vítimas capturadas, pelo perfil que elas exibem. Talvez eu esteja errada, porém é a maneira que visualizo.

Um pouco de “spoiler” a seguir:

Jigsaw (personagem principal) quando escolhe as vítimas justifica que as mesmas não sabem valorizar a vida que tem. O interessante é que o mesmo julga essas vítimas não merecedoras da vida pela maneira como elas interagiram e interferiram em sua vida. Reabilitação, ele diz. Mas, vejo também uma pitada de vingança em toda essa história. Dessa maneira, ele poderia ser vítima do seu próprio jogo. Negar os defeitos do ser humano e querer contemplar uma sociedade perfeitamente organizada, onde tudo funcione bem, é uma visão muito sonhadora. Crítico não a visão, e sim a solução que ele encontra para “salvação” dessas pessoas. É como dar uma de Deus e julgar a todos – sem ser julgado. Reconheço que é o Jigsaw é um personagem bem construído, com um caráter fortíssimo e pensamentos bem definidos, e que apesar de toda insanidade de seu jogo, ele é fiel as regras. Como se o jogo fosse a grande lei para a sobrevivência do ser humano, tornando a violação do mesmo um pecado.

Com isto, finalizo um pouco do que observei ao assistir a série de filmes dos Jogos Mortais.

13 novembro 2010

Cantar a beleza de ser um eterno aprendiz!

Há momentos em nossa vida que nos faz refletir sobre o verdadeiro sentido da mesma. Somos treinados desde que nascemos a percorrer um caminho seqüencial. As escolhas (ditas mais importantes) que fazemos, são, em sua maioria, relacionadas com o futuro. Estudar hoje para amanhã ter um trabalho digno. Abandonar amores por “não haver futuro”. Essas são as mais comuns.

Poucos dias atrás experimentei a sensação de não saber o que dizer. Fui surpreendida por um colega que se aproximou para desabafar. Precisava de alguém para ouvi-lo por mais que não houvesse resposta. Ele contou-me que havia perdido um amigo. Senti a mente vazia “o que dizer para dor de uma perda?”. Ninguém espera ter de lidar, subitamente, com a morte de um ente querido. Disse, ainda, que havia falado com o amigo no dia anterior pelo telefone, e que ele aparentava cansaço. O rapaz veio a falecer enquanto dormia, parada respiratória. Eu não conhecia o rapaz. Não sou muito próxima deste meu colega, também, mas a situação veio a desencadear uma série de pensamentos em minha mente nos próximos dias.

Não é errado pensar sobre o futuro, afinal, cada um de nós deve sonhar com realizações que por algum motivo não podem ser imediatas. O errado é viver em função de um futuro, e que não é certo. Aliás, qual futuro é?

O intrigante do ser humano é que ele vive como se fosse viver eternamente. Sempre adiando, e adiando. Desde coisas simples como ler um livro, ligar para um amigo, até situações mais complexas como resolver um mal entendido. Todos nós sabemos que somos seres limitados, que nossa existência é finita, mas pouquíssimos de nós realmente conseguem incorporar essa concepção. A morte é uma idéia obscura a qual evitamos pensar. Quantas vezes você já não foi repreendido ao fazer um comentário sobre a morte?

A reflexão da nossa limitada existência não é ruim. Pelo contrário, nos engrandece. Começamos a imaginar o que é prioridade em nossas vidas. Valorizamos o que é importante e descartamos os males que nos corroem por dentro.

Lembro de quando me diziam “faça o que você gosta de fazer ou pelo menos goste do que você faz”. Nosso esforço pode ser em “vão” – estudar algo que não se gosta pela motivação financeira e “futura”. Desperdiçar o presente com inquietações e tornar a própria vida desprezível como se fosse possível reiniciá-la como num jogo de videogame. Reciclar é possível, constituir uma nova maneira de pensar. Mas, reiniciar não. Não há como tocar no tempo vivido - retirar as palavras ditas, as ações cometidas - tampouco no tempo futuro.

O único “tempo” que temos em mãos é aquele presente. No presente é que devemos pensar, e a vida passa a fazer mais sentido quando pensamos no presente. Fazer o que se gosta pelo prazer de estar vivendo a situação.

11 novembro 2010

Comentários dispersos

Tive uma idéia, não é brilhante, mas certamente será interessante para mim e quem sabe para meus “leitores anônimos”. Resolvi que vou destinar um dia da semana para escrever algo, uma resenha, crítica, curiosidade sobre física, já que sou estudante de graduação. E, este dia será sexta-feira, pois creio que terei mais flexibilidade. Prometo tentar tratar dos temas de maneira compreensiva e prazerosa. Sei que muita gente gosta de passar longe desta ciência, e, atribuo este fato a como a física tem sido ensinada nas escolas. Eu também demorei a gostar e cá estou estudante de física do penúltimo ano. Passou realmente muito rápido... Então, sexta-feira, venho concretizar minha proposta.

Outra coisa. Fiquei muito contente com dois convites de desenhos meus hospedados no site do DeviantArt para participar de uma galeria do site mesmo #ArtsExplore. Para conferir alguns de meus desenhos só clicar. Tenho conta no site desde 2005, mas as atualizações estão um tanto distantes no tempo. Ainda preciso colocar outros desenhos que tenho no computador...

Como o título da postagem sugere, nada específico hoje.

Editado (15.11) : O texto sobre física devo colocar na próxima sexta por motivos pessoais. :)

08 novembro 2010

Ortopneia

Esbarram-se na divisória: uma inversão de papéis. O desalento deixou de doer como insultava. A prévia e fixa idéia que corroía dia após dia sustentou o gatilho aproximando a atenção tal como uma função exponencial crescente.

06 novembro 2010

Música popular brasileira

O dia tão esperado chegou, e foi ontem: show do Toquinho e MPB-4.


Nunca imaginei que fosse ter a oportunidade de ver esses dois grandes nomes da música popular brasileira juntos em um espetáculo. Com certeza foi um show inesquecível, com um repertório magnífico de dar saudade: chico buarque, toquinho, vinicius de moraes, tom jobim, cazuza etc.

MBP-4 começou o show com elegância, contando histórias entre os intervalos das músicas; bem humorados e com muita energia. Nada de Toquinho até então. Quando ele entrou em palco, inesperadamente, senti uma emoção sem igual. Tenho demasiado respeito e admiração por este músico.

No final ainda comprei o dvd do show que por sinal foi autografado pelo MPB-4. Também consegui uma foto. Queria ter visto o Toquinho de perto, mas não foi possível - infelizmente. Agora é só esperar que raridades como esta voltem a Belém, porque é muito difícil ter shows deste gênero por aqui.


04 novembro 2010

Uma visão sobre Dr. Jekyll

Numa madrugada, mês de Outubro ou Setembro, enquanto procurava por uma distração na tevê, já que o sono não vinha, deparei-me com um filme um tanto curioso. Sem saber o nome dele, pois não aparecia na tela depois do retorno dos comerciais, fiquei intrigada pela história. No dia seguinte, comentei com a minha mãe o enredo e como sucediam os fatos de maneira que ela pôde me dizer qual era o nome do bendito filme. Descobri que tinha assistido a um clássico de que sempre ouvi falar, mas nunca tinha tido a motivação necessária para procurar saber do que se tratava de fato. Este filme era "O médico e o monstro (Dr. Jekyll & Mr. Hyde)" numa versão mais recente de 2008. Pelo nome "O médico e o monstro" minha mente exibia uma versão diferenciada do "Frankstein". Acredito que por isto nunca exibi desejo em conhecer a história em si. Por outro lado, o filme me motivou a buscar a fonte de sua construção. Comprei o livro pouco tempo depois, apesar de não ter tido tanto afinco para lê-lo rápido.

Agora, terminando de ler o livro "O médico e o monstro" sinto desconforto. Diferentemente do que costumam difundir por aí de que os livros sempre superam os filmes, não creio que eu tenha ficado satisfeita com a comparação que fiz. Não estou dizendo também que o livro é ruim. Na realidade, eu aguardava obter mais detalhes sobre a fascinante história do Dr. Jekyll. Devo confessar que o personagem me atraiu bastante pelo desejo que desdobrar o ser humano em duas partes: um ser bom e outro mal. Para quem não conhece a história, um primeiro olhar pode ser preconceituoso, pois reconheço que histórias baseadas em seres completamente bons ou ruins fogem da nossa realidade e partem para um plano puramente divino. Não há como dar muita credibilidade, principalmente se você segue a rigor uma visão crítica e seca do mundo, a histórias cujo o tema principal seja a divisão dessas duas "personalidades".

Retomando o meu foco de admiração. Novamente, considero o Dr. Jekyll ingênuo, mas deixo que a justificativa paire sobre a época que viveu o personagem. Se hoje a religião influencia a vida das pessoas que dirá naqueles tempos (o livro foi publicado inicialmente em 1886).

Pois bem! Mas, vamos ao motivo que me desconforta ao comparar o livro e o filme. Posso dizer que é motivo semelhante ao fato de as pessoas não reconhecerem o 'superman' por causa de um mísero óculos. O que fica estranho para um livro que não parecia embasar-se em tanta ficção é que o Dr. Jekyll quando se transforma em sua própria cobaia parece mudar de forma fisicamente. Vamos destrinchar este detalhe que é o mais intrigante do livro.

Devido a falta de recursos para dar consistência a sua pesquisa ele resolve que deve tratar o problema sozinho. Como separar seu "eu" em duas partes? A resposta logo veio com a química. Era contemplado em sua casa por um laboratório e nele fazia algumas misturas. No livro fala-se de pó branco, no filme parece que ele utiliza cocaína, não estou certa disto, mas parece. Outra diferença, é que no filme ele costuma injetar diretamente na veia a mistura e já no livro ele bebe - entretanto, essa diferença é o que menos incomoda. Sim, continuando. Profundamente a mudança de forma (estatura, pêlos, cabelos, etc.) que ele adquiri me causa desconforto. Uma "simples" mistura química, sendo bem seca com a realidade, não causaria nenhuma mudança desse tipo de caráter provisório. Digo isto, por que ele sim poderia "mudar" em alguns aspectos como perder os cabelos, mas seria uma mudança real e fixa, não algo passageiro por uma poção mágica. As pessoas não reconhecem a sua mudança, Mr. Hyde, como o próprio Dr. Jekyll. No filme, a adaptação foi mais sutil. É possível reconhecer o Dr. Jekyll, pois as mudanças são mais visíveis em termos de vestimentas e atitudes.

Enfim, apesar da minha chatice é uma boa história para se discutir temas como múltiplas personalidades; imagino que a idéia de mudar fisicamente o personagem era para deixar mais forte a noção de que devemos ser compostos por pessoas distintas e que por ventura poderiam ser desvinculadas uma da outra de maneira que viveriam independentes. Porém, como também fica claro nas conclusões do testemunho do próprio personagem: somos presos a um único corpo. A desvinculação de almas diferentes seria "inviável" para não dizer "impossível".

Ainda vai levar um tempo...

Pra fechar
O que feriu por dentro
Natural que seja assim
Tanto pra você
Quanto pra mim...

(...)

Não imagine que te quero mal
Apenas não te quero mais...

01 novembro 2010

Eleições: gameover.


O presidente Luís Inácio Lula da Silva ganha seu presente de aniversário, e uma caricatura feita por mim também.

30 outubro 2010

Passageiro.

Anoiteceu, a forte e amarelada luz, acima da minha cabeça, incidia sobre meu rosto pálido. Senti o assento balançar tanto que o confundi com minhas pernas trêmulas. Fechei o livro que estava lendo pondo um marcador de páginas entre as folhas que meus dedos discriminavam. Os outros passageiros não pareciam preocupados e a aeromoça passava por mim sem expressão definida no rosto. Inevitavelmente, comecei a imaginar as piores coisas que uma turbulência poderia causar enquanto descascava o pacote de pastilhas azedas, sabor laranja, uma a uma, até o céu da boca, arranhado, arder. A janela retângula ovalada, ao meu lado esquerdo, exibia um céu azul marinho e um ponto luminoso branco na extremidade da asa. Por algum tempo, fiquei observando a asa da aeronave oscilando verticalmente. Também, o profundo e silencioso corredor por onde o carrinho de biscoito, bombons de caramelo e bebidas passava. Não havia ninguém no assento ao lado, nem ao lado do vazio. Éramos, apenas, eu e a música, que penetrava em meus ouvidos por meio do aparelho de emepetrês. Melhor companhia não teria.

Entediado, acompanhei o movimento dos demais passageiros. Um senhor, que não pude identificar a idade, localizado cinco cadeiras à frente, cutucava os botões acima de sua cabeça querendo acender a luz. Pressionava o dedo indicador no local errado. Deve ter desistido, depois de algum tempo, pois eu já não podia enxergar seus braços esticados acima da cabeça e a lâmpada permanecia desligada.

Quando o avião aterrissou, rostos estranhos começam a surgir no corredor, orientados pela numeração lateral. Desprendi minha atenção a estas novas pessoas que embarcavam. Até que ouvi uma voz seca, de homem; falava uma língua diferente. Pela cena que capturei, parecia requisitar seu assento próximo à janela do outro lado do corredor onde eu estava sentado. Um homem havia ocupado lugar por engano, imaginei. Esse estrangeiro fazia sons estranhos com os lábios. Resmungava para si e assobiava. Apesar de não compreender sequer uma palavra que ele dizia, tive a impressão de que falava um espanhol mais enrolado do que o comum. Grunhia sei-lá-o-porquê. Aparentemente, aquele homem devia ter entre cinquenta e sessenta anos, já um senhor. Ele era moreno claro, de altura média, tinha uma barriguinha saliente, os cabelos curtos e castanho-grisalhos, usava um brinco prata de argola, não muito grande, na orelha esquerda, óculos de grau com armação de cor marrom. Suas vestimentas eram simples: bermuda bege, camiseta de manga sem estampa de cor verde mar escuro e algum tênis discreto. Cruzava as pernas enquanto folheava a revista aérea no compartimento traseiro do assento a sua frente. Silenciou apenas quando já estava dormindo. A cabeça caída sobre o ombro esquerdo, a boca levemente aberta deixando uma breve amostra dos dentes frontais.

Aguardei o comissário de bordo, com uma voz fanha, avisar, em duas línguas, que podíamos retirar os cintos e levar as bagagens de mão para a seção de desembarque. A aeromoça de cabelos louros, longos e soltos, uniformizada e com uma faixa preta para prender os fios para trás, acordou o senhor estrangeiro. Havia um pacote lacrado de biscoito americano deixado para ele em cima da mesinha que se desprende da poltrona da frente. Então, ele retornou a fazer barulhos e gemidos com a boca que eu não consegui compreender. Levantou-se e retirou uma mala vermelha do bagageiro de cima. Apesar do cochilo, ele parecia muito agoniado para desembarcar. Se pudesse, creio que teria empurrado todos os passageiros que se encontravam a frente.

Coerência, povo brasileiro.

Estamos caminhando para o término do período eleitoral, então, resolvi tocar novamente neste tema. Afinal, em dois dias será eleito o próximo presidente da república federativa do Brasil. Um cargo de tamanha responsabilidade não pode ser entregue de mão beijada a qualquer um. Mas, imagino que a população brasileira já tenha o seu número (ou ausência dele) decorado para este domingo.

As eleições podem ser até mais imprevistas do que final de copa do mundo. No primeiro turno, por exemplo, indicaram vitória imediata da candidata do PT. E cá estamos nós no segundo turno. O tal “efeito Marina Silva” provocou um sinal de alerta no Brasil. Quase 20% do eleitorado brasileiro não optou por nenhuma das duas fortes correntes, representadas por Dilma Rousseff e José Serra.

Tudo bem. Fomos ao segundo turno com a esperança de ver um debate mais engajado de propostas concretas e o que ganhamos? Um mês de desprezível. Reconheço a importância do segundo turno para exibir a necessidade de uma terceira via na disputa eleitoral, porém, objetivamente, o segundo turno nada acrescentou além de farpas e declarações desesperadas pela atenção da mídia.

Assistindo ao último debate, promovido ontem pela rede globo, verifiquei que a situação se amenizou. Ou seja, o tom de voz foi outro. Espero que seja-lá-quem-for-eleito faça o melhor e o MELHOR para a nossa nação. Vamos lutar para que políticos ditos “ficha suja” continuem sendo impedidos de assumir cargos; que os casos de corrupção sejam amplamente divulgados, independente do partido envolvido, e, principalmente, apurados mostrando a população que este país vai para frente e que para isto é preciso da cobrança de todos.

Nota adicional: Seja ético ou não comentar, mas sinto a necessidade de explicitar a minha felicidade com a situação do candidato ao senado Jader Barbalho. Quarta-feira (27) foi o julgamento para avaliar o caso "ficha limpa" e apesar dos mais de num-sei-quantos-votos (nunca presto atenção quando passo pelo outdoor) ele foi "condenado" (soa forte, não?). Minha visão sobre um político desse naipe é que de alguma forma eles conseguem fazer com que a população se apaixone por eles. Quando menciono a palavra paixão é exatamente o que descreve o dicionário Aurélio
Sentimento ou emoção levados a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão.
Sim. Àquela mesma que impulsiona um relacionamento entre dois indivíduos. A paixão leva um tempo para "acabar" e é quando as verdades vêem a tona. Então, eu espero que este exemplo sirva para que no futuro candidatos como este cidadão não sejam mais cogitados como preferidos.

29 outubro 2010

Peça Máquina 2.0

Está de volta em cartaz a peça "Máquina 2.0: A história de uma paixão sem limites". Vocês podem conferir o material de divulgação abaixo, porém, notem que houve uma alteração nas datas do evento e no local.

Teatro Claudio Barradas de 04 a 07/11 às 19:32. R$ 9,99 inteira e R$ 4,99 meia

Assisti quando exibido semana passada e pretendo assistir de novo, vale a pena.

27 outubro 2010

Alô, Brasil?

Vivemos no Brasil um período muito conturbado.

Eleições presidenciais!

Sim, caro leitor. Tenho acompanhado manchetes, debates, comentários e muita sujeira. Quando menciono a palavra sujeira me refiro tanto àquela crosta de panfletos de candidatos espalhados pelas ruas, calçadas, boeiros etc. quanto as ofensas, difamações, boatos que vem sendo divulgados pela imprensa.

Sinceramente, nunca pensei que fôssemos chegar a tal ponto que tópicos polêmicos, como a religião, cuja a discussão não providencia frutos positivos para o engrandecimento da nação, fosse pauta mais importante do que infra-estrutura, educação, saúde, geração de empregos, entre outros. Estamos falando sobre gestão; governo. Sinto muito pelas pessoas que se deixam levar por questões como estas, e muito mais pelos políticos de meia-boca que utilizam destes temas para chegar a esta população.

Estou claramente decepcionada com os rumos podres para onde as discussões tem se direcionado. Ainda bem que o dia trinta e um está se aproximando, pois ninguém aguenta maismentiras deslavadas.

04 agosto 2010

Motivação: longe, os ventos sopram.

Sopram bem longe das minhas teias de pensamentos escoando por um universo paralelo ao meu. Agitam meus dedos, escassas unhas perdidas na agonia do pesadelo passado, do atordoado futuro, da inexpressiva ação sem esperança. Costume, escudo, encosta, ligeira memória. Desvaneios, saudade, tempo perdido. Frágil futuro decidido em pés sossegados, nada preocupados com o amanhecer do outro dia. Fraca disposição, perdida, ações destemidas, loucura humana, perda de senso. Motivação, inspiração, navegação, imaginação, criação, interrupção. Nascimento, primeiro de janeiro, esperança, desejo, renovação, verdade. Indignação! Situação incomoda não desfeita. Tédio, desejo, loucura, imaginação, palavras escritas com grãos de areia que se perdem um dia após o outro. Retornam a atormentar. Os ventos sopram sem direção. As mãos de realização perdem-se em minutos guardados para lembranças passadas. Volta vida, volta você, volta aquela pessoa, volta. Volta, por favor (please).

02 agosto 2010

Open up your plans and damn you're free!

Compartilhar uma música de minha apreciação que tem uma letra muito bacana.


I'm Yours - Jason Mraz

Well you done done me and you bet I felt it
I tried to be chill but you we?re so hot that I melted
I fell right through the cracks, now I'm trying to get back

Before the cool done run out, I'll be giving it my bestest
And Nothing?s gonna stop me but divine intervention
I reckon it`s again my turn to win some or learn some

But I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find love, love, love

Listen to the music of the moment people dance and sing
we just one big family, and
It's your god-forsaken right to be loved, love, loved, love, loved

So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait I'm sure
There's no need to complicate, our time is short
This is our fate, I'm yours

I've been spending way too long checking my tongue in the mirror
And bending over backwards just to try to see it clearer
My breath fogged up the glass
And So I drew a new face and laughed

I guess what I'm saying is there ain't no better reason
To rid yourself of vanity and just go with the seasons
It`s what we aim to do, our name is our virtue

But I won't hesitate no more, no more
it cannot wait, I?m yours

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find the sky is yours

Please don?t, please don?t, please don?t
There?s no need to complicated
Cause our time is short
This oh this this is out fate, I?m yours!


01 agosto 2010

Tempo.

As vezes é necessário parar e pensar sobre as próprias escolhas. É difícil ser quem se quer ser. É difícil continuar com o mesmo pensamento depois de tanto tempo e de muito conhecer. É difícil decidir quais escolhas são importantes e quais não passam de circunstâncias passageiras. Compreender que existem momentos em que as prioridades surgirão e será, também, uma escolha individual considerá-las o foco de sua atenção.


Gostar do que se faz é um ponto de partida. Realizar é a palavra do dia.

31 julho 2010

Mudaram as estações...

nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu! Tá tudo assim... "tão diferente".

It's amazing how things have changed in just one month. That's really incredible, i would never imagine before. Probably i'll be talking about Toronto and things related for the next few weeks - who knows, right? It's all because of this awesome feeling that i've been having...

Sinto saudades porque sei que tudo que vivi foi real apesar de parecer um sonho. É uma experiência incrível ter a oportunidade de vivenciar a cultura e costumes de outra nação. Engraçado, pois tive não somente a oportunidade de conhecer um pouco dos Canadenses, mas também de outros, visto que estive estudando com pessoas dos mais diversos locais do planeta. Um pouco exagerado, talvez. O importante é que continuo mantendo contato com algumas delas e isto tem sido bastante significativo para mim. Mais uma prova de que tudo foi muito e muito mais do que eu poderia esperar.

Antes de viajar eu não tinha noção do que me aguardava, acho que ninguém tinha, talvez alguém que já tenha vivenciado alguma experiência semelhante, mas os que fizeram um intercâmbio pela primeira vez devem estar com a mesma impressão que a minha sobre os momentos que passamos lá. A cidade é linda, não exatamente o que eu procurava, pois minha primeira opção era Europa, mas no final das contas eu adorei Toronto. Tive a oportunidade conhecer Nova Iorque tanto pela loucura que foi para eu obter um visto de turista quanto por ser pertíssimo.

Hoje, consigo avaliar alguns aspectos relacionados a minha pessoa que mudaram de forma notável em apenas "um mês". Interessante, pois algumas pessoas dizem que o tempo faz milagres, mas não seria apenas o tempo. Afinal, um mês é considerado muito pouco, algumas pessoas consideram mudanças quando prazos são mais longos, típicos anos. Isso me deixa muito feliz, curto prazo significativas e boas mudanças.

Se lembra quando a gente chegou um dia acreditar que tudo era pra sempre, mas o pra sempre
sempre acaba...
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou.

30 julho 2010

Retornando: tudo azul, todo mundo blue.

Ainda sindo saudades da vida em Toronto, mas já retornei a me acostumar, exceto pelo calor, com a minha real vida em Belém. Pretendo finalizar meus estudos na graduação por aqui e depois partir para novos ares, ambientes, pessoas etc. É saudável. Enquanto isso mato a saudade dos meus novos amigos pelos mais diversos meios de comunicação que a tecnologia nos propiciou.
Também, por sorte do destino, estou com mais "tempo" para estudar antes das provas que devo realizar devido a minha viagem. Tomará que as mesmas sejam boas.
Faz algum tempo que já consigo visualizar mudanças significativas no modo como eu lido com algumas situações ou reajo. Posso afirmar com certeza que muita coisa mudou, apesar de tudo parecer inalterado a olhos vagos. Torço para que as coisas continuem seguindo este rumo, mudanças positivas são sempre bem-vindas!
Antes de finalizar... a foto é com um amigo português que fiz em Toronto. :)


29 julho 2010

27 julho 2010

Back to Brazil

I arrived at home yesterday. Since that time i've been missing Toronto so much. It's like i wanna do something to go back there for a long time, but i must finish my studies first... I don't really have much to say. =/

24 julho 2010

Uno, Dos, Tres, 14.


Now it’s time for me to say goodbye.


I remember my first day at ELS. I was so excited about Toronto that seemed to me an example of how different things could be in my own country. It’s really difficult to describe the last thirty days, maybe I should count since January when I knew that I would be going to Canada.Actually I had no idea of what expect.

Today I feel happy and sad at the same time. First, happy because I’ve had an amazing experience abroad, the thing that you could never forget. Second, sad as a result of this all experience which gave me a new view of the world.

One month… I can’t say that it was little or much time. I would say little, nevertheless I did so many things, and I enjoyed so much. At the same time, now, looks like the time run so fast. I already miss Toronto, my new friends, my "house" and all the tiny stuff that reminds me that life can be marvelous.

Thank you, i'll never leave these memories...

Por Enquanto
Cássia Eller

Composição: Renato Russo

Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...

Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba...

Mas nada vai conseguir mudar o que ficou

Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem...

Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa...

Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa...

21 julho 2010

@ Starbucks

I talked with a woman called Sarah. She was from Chichester, England. It was pretty easy to notice that she wasn’t Canadian because of her strong accent. Enjoying the Holiday in Canada, she said that she hasn’t been in many places in Toronto yet; but she has heard about the CN Tower, mostly. As the questions were coming up she told me her preference for Starbucks, not Tim Hurtons; and also mentioned Canadian bacon. I asked if she would like to visit another country after, then her answer was India due to its exotic culture. She agreed with the fact that Toronto is an expensive city, nevertheless is less expensive than London, England. Another point was made relative to the England culture, like music, literature and specially historical places. The all interview was supposed to be with respect to Canadian and Toronto’s culture, however I had to change the original questions into others as the interviewee was not from Canada.

First it was a little bit challenging because not only was the interview supposed to be in other language but also we had to deal with the difficulty that is to interview someone unknown. At the end for sure it was a great experience; we could test our skills as we had to interact with an English native speaker. If I had to do it again I would change the place, since most people who goes there (at Starbucks) is looking for a quick coffee, express service, after that they usually leave or stay busy with their own things.

An activity that promotes interaction between students and real English native speakers is good and should be done frequently. The best way to be more confident depends on how much a person interacts with the others.

That's it for today.

20 julho 2010

Peanut butter cookies

As the title suggest today i'm going to talk about cookies. Not only about cookies but also Canadian food. I'm definitely not familiar with canadian food; perhaps because i don't even know what is their proper food.
I asked my hostmother if she could teach me how to make a really good canadian food. Actually it came before, my first idea was to learn how to make cookies, chocolate ones. Then she told me that she didn't have any chocolate chips nevertheless we could bake something easier like with peanut butter.
So that's the all history about those cookies. Not all, maybe. I also had the idea inspired on those little and delicious looking cookies that i've seen in grocery stores.
Another thing is...
starbucks' frappuccino is AMAZING.
(i tried the coffee one)

19 julho 2010

Memô, my friendly moose.


First of all let me introduce you my new friend Memo (and he's a moose, of course). Today i was searching for suvenirs at Eaton Centre, somethings that i would like to bring to Brazil. I went in three different stores. One of them had those beautiful cute, tiny and expensive objects. Actually none of all three was really cheap. Similar to Memo were others "toys" like a black bear and a white bear... also squirrels. The thing is that a moose seems to represent Canada more than the others i think, so i bought the moose one.

Besides Memo i bought a Maple Syrup bottle in form of leaf (which is cool), a beautiful Canadian T-shirt that i'm going to travel wearing it. For today was just it. :)

Now i have to enjoy my last week in T'rono.
(so saaad)

17 julho 2010

Interchange


Living in Toronto is one of the best things that have ever happened to me in the last few years. I’ve made some friends of different parts of the world (Korea, Poland, Mexico, Venezuela, Brazil, Japan, Switzerland, France etc.) and it is absolute amazing because when you’re focused on you own culture you actually can’t see the others with the right eyes. The experience of meeting people and living their culture is definitely unforgettable.

I should talk a little more about the Canadians. It is really interesting because before I came here I had no idea in terms of food, people, music, sports, specific words and all these things. I think the reason is like we know about American (U.S.) people on TV, movies, blá, blá. On the other hand, Canadians, well, they speak English but could you distinguish Canadians and U.S. people just by hearing them speaking in English. Before, I would say “Oh, ‘gringo’ maybe from U.S.” If the accent were strong they probably were from England and so on.

On my second day here I tried their Maple Syrup and it’s like a candy, honey, but extracted from Maple tree. A Maple tree is that one with a cute leaf that is on Canada’s flag. It has a delicious taste when you put on toasted bread, also toasted bread with peanut butter (commonly seen in movies). Peanut Butter is not as sweet as I thought. As the description goes around food, perhaps we have in Brazil, but I didn’t experiment before, the tomato juice is really good! Water in restaurants is for free… the reason may be on the fact that you can get (for drink) water in your own sink.

I was able to tell you guys more. Now i've seen that is too much for one day, so i'll come with others things later...

16 julho 2010

Days


Finally, it's friday! For the first time i'm not so excited about it and the reason is because as the time runs my journey is coming to an end.

Toronto is an amazing city. I may be too enchanted since i don't live in a "real big city". But there are some things that can't be denied about Toronto. People here are very kind and when they discover that you are not a citizen of Toronto they try to help you. I could list all the good and bad things that separates the two cities: where i'm living now and where i actually live.

Now i have to do my presentation for tomorrow, so...


11 julho 2010

E os espanhóis ganharam, hãn.

Toronto, Dundas square.

I was supposed to write here everyday (about how is going in Toronto) but i don't have time and patience to do it. So i'll leave you with a picture:

24 junho 2010

Less than two days


Um pouco de ansiedade, um pouco de medo, um pouco de tudo. Afinal, estou me aventurando em país estrangeiro e ainda por cima sozinha. Creio que ao final de tudo vou querer repetir a dose, então, o ideal mesmo é tentar aproveitar todo e cada momento. Se der a doida vai que eu fico de vez por lá, né? (Brincadeira, claro.)

"Something is about to give
I can feel it coming
I think I know what it is
I'm not afraid to die
I'm not afraid to live
And when I'm flat on my back
I hope to feel like I did"
Kite, U2

20 junho 2010

Vamos lá, Brasil!


Seleção que se preza não precisa usar a força para vencer.

Cá entre nós... foi um absurdo o número de faltas violentas e sem penalidade cometidas pela seleção da Costa do Marfim. Injusta expulsão do Kaká. Mas, ganhamos mesmo assim! Vamos lá, Brasil! E sexta-feira que venha Portugal.

19 junho 2010

6 dias para viagem.

Ando muito atarefada com o final da graduação e últimos preparativos para minha viagem próxima sexta (depois do jogo do Brasil, claro). Falta-me até palavras para comentar sobre esses últimos dias, não tenho tido tanta "vontade" de escrever, tudo me parece obscuro, confuso; Decidi que vou reorganizar minha vida no tempo que estiver ausente. Provavelmente eu terei bastante tempo para pensar... e o melhor de tudo: longe do meu cotidiano. É isso.

02 junho 2010

30 maio 2010

Tático

Ensaio notas, rotas, promessas
Perco-me em imensas calçadas solitárias
Caminhando, criando espécie gentil
Quando ele chega de leve
Sem preocupação, sem afeto
Quase desprezo a céu aberto
Estremece meu peito delicado, machucado
Sei que a nada pertence, nada quer
Nada, ninguém, porém
Como em pisadas falsas
Confunde meus passos
E retorno a caminhar, e caminhar
Para o lado errado.


16 maio 2010

Olê, Olá...

Ando sem muita criatividade, acho que falta é tempo para deixá-la me fazer uma visita.
Vamos de Chico Buarque...

"(...)Não chore ainda não, que eu tenho uma razão
Pra você não chorar
Amiga, me perdoa, se eu insisto à toa
Mas a vida é boa para quem cantar
Meu pinho, toca forte que é pra todo mundo acordar
Não fale da vida, nem fale da morte
Tem dó da menina, não deixa chorar
Olê, olê, olê, olá
Tem samba de sobra, quem sabe sambar
Que entre na roda, que mostre o gingado
Mas muito cuidado, não vale chorar(...)"

08 maio 2010

Sem pressão não há diamante.

Depois de tanto tempo senti novamente vontade de postar alguma coisa. Lembrei que o blog andava desatualizado já por algum tempo... e de certa forma, bastante tempo. A graduação está sugando minhas forças cada vez mais, tanto que mesmo estudando bastante ainda me são disponibilizadas algumas patadas. É tensa a situação. Espero que ano que vem seja um pouco mais light (com a disciplinas, porque ainda tem o tcc).
Na realidade, nem acredito que ano que vem me formo (se tudo der certo) como Física. Nossa, começou como um desafio e tornou-se um grande sonho de vida. Não posso negar que todo dia é uma grande batalha, mas acho que isso é o que motiva a continuar... saber que independente de tudo, é uma maneira de levar a vida. Ser Física.
Acho que por hoje é só... prova de quântica 1 segunda.
Hora de estudar :)

30 março 2010

28 março 2010

Jeremias

- Jeremias, jeremias! Pra cá, menino... – gritou uma senhora. Ela mordeu os lábios impaciente, com as mãos nos quadris, olhando de um lado para outro.

Dona Francisca era uma boa senhora. Há algumas semanas, havia se mudado para Rua Arejada, casa de número cento e dois. Vivia apenas na companhia de seu gato Jeremias. Era frequente vê-la caminhando durante as manhãs à procura dele. Dizem as más línguas que ela enxergava no gato seu falecido marido, também, Jeremias. Embora dona Francisca não tivesse feito muitos amigos nas redondezas, resolveu convidar todos os vizinhos para comemorar o aniversário do seu gato. Como se não fosse suficiente, encomendou um bolo de ração para Jeremias e acendeu sete velas. Cochichos, próximos aos portões da casa de número cento e dois, julgavam que esta não era somente uma atitude estranha. Outros termos conferiam uma anormalidade àquela casa. A ausência de visitas, possíveis filhos ou netos, igualmente, fortalecia os boatos.
Jeremias não era feio. Na realidade, tinha uma aparência engraçada, pomposa, um verdadeiro Persa de pêlo curto. Os excessivos cuidados, dengos, escovações diárias, tornaram o gato um tanto rechonchudo. O pobre mal conseguia correr por muito tempo, ou saltar grandes distâncias. Se existisse uma categoria para enquadrar os gatos obesos, certamente, ele seria. Entretanto, isso não incomodava dona Francisca. Para ela, quanto mais “gordinho” ele estivesse, mais feliz aparentava.

- Que diabos! Aquela senhora já está gritando mais uma vez... – resmungou um homem levantando-se da cama com dificuldade. - E ainda são sete da manhã!

- Já falamos sobre isso. Não precisa perder tempo indo reclamar com ela. – respondeu uma mulher próxima ao homem. Ela permanecia deitada com o antebraço direito sobre os olhos, impedindo que a luz do sol, já aparente, os atingisse.

- Não compreendo como você consegue ser tão paciente. Essa mulher louca e seu gato são quase um despertador adiantado. – disse o homem ao se levantar para abrir as cortinas da varanda. Do lado das casas ímpares da Rua Arejada, ele podia enxergar dona Francisca agoniada. – Qualquer dia desses, esse gato ainda vai fazê-la enfartar!

- Bata na sua boca. Deixe-os em paz e volte para cama. – falou a mulher em tom sério, revirando o corpo de bruços, com a cabeça na direção oposta a iluminação vinda da varanda aberta.

Igor e Eleonora Rodrigues, os vizinhos frontais da dona Francisca, residiam na casa de número cento e três. Foram os primeiros a conhecê-la, completando recentemente cerca de cinco semanas. Eleonora, sempre muito simpática, quis desejar boas vindas. Sua melhor amiga, Patrícia Alencar, trabalhava como corretora de imóveis. Desse modo, era de fundamental importância que os novos moradores se sentissem bem acolhidos pela vizinhança.

19 março 2010

Hiatus.

Vou tirar "férias", ou dar um tempo (como queiram), de algumas coisas...

16 março 2010

Adeus

- Existe uma linha delgada que separa os minutos antecedentes a parada respiratória e o apagar das luzes.
- Não...

Alberto desligou o telefone. Entrou rapidamente no carro, como quem busca refúgio. Com os olhos fixos no horizonte, sua noção de tempo foi congelada, e por alguns minutos permaneceu estático. Deparar-se com a morte de um ente querido é engolir as memórias reviradas. Não há retorno para sinais que cessaram.

Sem ruídos, ou movimento, a rua mal-iluminada pela noite escura era um mero cenário, dentro de um contexto desastroso. Ninguém, absolutamente ninguém, poderia ajudá-lo. Evidentemente, ele precisaria de um ombro amigo por alguns dias, meses ou, talvez, anos. Mas, mesmo que um amontoado de pessoas o visitasse, constantemente, seria praticamente impossível desligá-lo de si. Quando fossem embora, as noites seriam sempre as mesmas, a mensagem de terça-feira, os resmungos de sábado.

15 março 2010

Regra 3

Regra Três
Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho

Tantas você fez que ela cansou
Porque você, rapaz
Abusou da regra três
Onde menos vale mais

Da primeira vez ela chorou
Mas resolveu ficar
É que os momentos felizes
Tinham deixado raízes no seu penar
Depois perdeu a esperança
Porque o perdão também cansa de perdoar


Tem sempre o dia em que a casa cai
Pois vai curtir seu deserto, vai.
Mas deixe a lâmpada acesa
Se algum dia a tristeza quiser entrar
E uma bebida por perto
Porque você pode estar certo que vai chorar


Regra três é uma das minhas músicas preferidas. Acho fantástica a simplicidade dela. Dizendo pouco, ela diz tudo.

13 março 2010

Tolos e boçais.

Somente quando as luzes se apagam é que o espetáculo começa. As cortinas se abrem lentamente, dando a oportunidade aos espectadores aplaudirem de maneira eufórica. A luz expõe de centímetros em centímetros rostos conhecidos, sérios, sóbrios, boçais. Aquelas pessoas, gente importante, exibem-se ao público como manequins em vitrines, criando uma atmosfera que os impede de manter qualquer contato. Os desconhecidos em montes distribuem-se quase que uniformemente pela platéia. São os reais financiadores dos boçais ingratos.

O espetáculo começa pedindo a todos silêncio. A concentração é fundamental para uma boa encenação. Os boçais se posicionam como bonecos. São marionetes dos escritores, ou melhor, dos diretores. Seja de pano, de madeira, de metal ou algum outro material, ainda são bonecos. Não possuem emoção própria, apenas encarnam outras pessoas. Pessoas que só existem no papel formato a4.

Qualquer movimento alheio a cena, que está sendo descrita, é recortada do ambiente por algum homem alto trajando um terno preto como uniforme. Ninguém pode impedir os boçais de agirem como bonecos, tampouco de os espectadores como tolos. Os tolos tornam-se patrocinadores com mais facilidade. Não requisitam documentos, assinam o contrato de estupidez sem questionar.

Mas, uma coisa é certa, o espetáculo não pode parar.

12 março 2010

Lançamento

Hoje foi o primeiro lançamento do meu primeiro livro. Não tenho palavras para descrever o quanto significou, mas tenho certeza que cada um dos presentes teve sua parcela de contribuição para minha alegria. Momentos inesperados sempre são mais marcantes... Ou pelo menos tornam-se motivo de lembrança. Espero que este seja apenas o primeiro de muitos que estão por vir. É isso aí... Março. Por enquanto. ;)

07 março 2010

Somos?

Somos fortes. Omitimos todas as lágrimas. Somos muralhas. Não deixamos nem uma gota passar. Somos espelho. A indiferença é o reflexo de duas partes diferentes. Mas, no final de tudo, não somos nada. Somos força de um sonho. Sobrepomos dificuldades cotidianas. Somos brilho ofuscado. A visita sequer menciona seu nome. Somos a tristeza em silêncio. No final de tudo, realmente, não somos nada.

24 fevereiro 2010

Pôster de lançamento do livro Março



No dia 11 de Março de 2010, a partir das 9h, será realizado o primeiro lançamento do livro, na Escola Tenente Rêgo Barros. Para os interessados em adquirir um exemplar, o preço por unidade é de R$ 20,00.

Natália Menezes.

Obs.: Outros possíveis locais para lançamento ainda a serem definidos.

21 fevereiro 2010

Lamentos

O tecido úmido ocultava as danosas palavras, brancas e inexistentes. Torcendo-se o lençol azul céu claro, gotas escorriam pelos seus pulsos fragilizados. O dilúvio havia passado. Deixou para ela apenas restos - vestígios de destruição. Uma linha delgada se rompia a cada murmuro sem som. As paredes encharcadas cambaleavam, anunciando que em breve despencariam sem piedade. Ela precisava escapar do desabamento. Demorou a se pronunciar, pois olhos estavam presos, fixos na ruína. Feriu-se ao tropeçar nos cacos de vidro da janela fragmentada. Pele rasgada. Seu sangue escorreu, misturou-se com a água suja dando-a um aspecto encardido. Experimentou, então, o ardor de um corte profundo que custou a cicatrizar. Sua pele pálida se confundiu com o vazio do ambiente, mas suas mãos, molhadas de cor vermelha, destacavam-se entre os muitos que passavam por ela sem rumo. Encaravam-na sem cortejo. Pareciam querer-lhe golpear os demais órgãos. Franziu a testa involuntariamente e pode sentir o arder da vista. Suas pálpebras tornaram-se escorregadias, desprendendo ilusões. Torceu pelo término daquele dia. Quis mentir para sua razão, abaixou a cabeça, pôs as mãos no rosto e pendeu com todo o resto.

16 fevereiro 2010

Carnaval? É Pernambuco.

Frevo, bonecos de Olinda, vassourinhas, Elefante, Pitombeira, Galo da madrugada, (...).

Tenho uma espécie de orgulho da minha terra natal. Não por achá-la melhor do que as demais. Defino como uma afinidade bem forte, coisa de família mesmo. Admiro a empolgação e o brilho nos olhos com que os pernambucanos tratam o próprio estado. E o carnaval, então? Um dos mais bonitos do mundo. Tradicional, sem a necessidade para apelar a músicas de natureza vulgar, muito menos vestimentas. Coloridos na medida certa. Gravei todas aquelas marchinhas e frevos. Coisa de família MESMO. Bonito. Gostaria de estar em Olinda agora...

“Sempre ouvi dizer que numa mulher/ não se bate nem com uma flor/ loura ou morena, não importa a cor/ não se bate nem com uma flor./ Já acabou o tempo/ que a mulher só dizia, então/ xô galinha, cala a boca menino/ ai, ai, ai, não me dê mais não”

www.frevo.pe.gov.br

(+) Frevo? Aqui.

Wiki: O Frevo é um ritmo pernambucano derivado da marcha, do maxixe e da capoeira. Surgido no Recife no final do Século XIX, o frevo se caracteriza pelo ritmo extremamente acelerado. Muito executado durante o carnaval, eram comuns conflitos entre blocos de frevos, em que capoeiristas saíam à frente dos seus blocos para intimidar blocos rivais e proteger seu estandarte. Da junção da capoeira com o ritmo do frevo nasceu o passo, a dança do frevo.

Suco? Água? O que você quer, hein?

Os humanos são criaturas difíceis. Você acha que ele quer água, mas na verdade ele deseja suco, porém permanece calado esperando que você adivinhe (como se fosse algum tipo de vidente). Creio que as palavras foram criadas para a comunicação, certo? Não seria mais "fácil" e evitaria maus entendidos se fosse dito "eu prefiro suco"?!

As palavras mau organizadas, utilizadas de qualquer modo ou até mesmo intencionalmente podem causar um enorme dano a quem as recebe. É claro, se este alguém souber interpretar a mensagem. Simples trocas de palavras com mesmo significado, mas com sutilezas de tratamento, provocam o afogamento de uma conversa. Quando não tornam-se facadas, ensanguentando os ouvidos e pensamentos do receptor.

É importante medir a combinação. Para quê transformar um chuvisco em dilúvio? Sinceramente. Sinceramente mesmo! Algumas pessoas não sabem como tratar as palavras, e se sabem, são ridículas o suficiente para provocar feridas em quem não lhe causa mal. Não despreze aquele que lhe oferece(eu) o ombro. Algumas pessoas, realmente, são inacreditáveis.

14 fevereiro 2010

Français, mon amour!

Le français est une langue romane parlée principalement en France; Amour is the French word for love, an intense feeling of affection.

Hoje é o dia "internacional" dos namorados, ou o chamado Dia de São Valentim (Valentine's day). Enviar cartões, caixas de chocolate, pelúcias, mensagens de telefone, canetas, cartas de amor... Há tantos presentes que podem ser criativamente modificados para dar um ar de originalidade ao produto. Aproveitem a data para presentear alguém, nem que seja com belas palavras. O dia serve tanto para amigos quanto para namorados, então...

Feliz dia de São Valetim, amigos.

Nota: Ano que vem tento escrever algo com a dita língua do amor, français.

10 fevereiro 2010

Ilustração Maluca


Não sei de onde surgiu essa idéia... Estava desenhando, para testar um novo programa que baixei (recomendação da Vanessa), e pronto (apareceu). Ficou até engraçadinho...

08 fevereiro 2010

Como dizia o poeta...

"Não há mal pior do que a descrença
Mesmo amor que não compensa
É melhor que a solidão(...)"

(toquinho e vinícius)

Joana andava toda arrebitada. Arrebitada andava em busca de um marido. E andava pelas ruas, ouvia assobios, mas não ligava. Que marido procurava Joana? A morena dos cabelos cacheados caídos sobre os ombros quentes não queria qualquer um. Qualquer um seria como escolher uma roupa aleatoriamente. Joana não escolhia suas roupas aleatoriamente. Passava horas e mais horas experimentando diversas combinações de calças e blusas. E quando escolhia, saía de casa em busca de um marido. Joana queria casar. Casar com quem? Joana não sabia, mas que queria casar... Ah! Isso ela sabia e sabia até demais.

05 fevereiro 2010

"H" de Humberto.

Humberto Tarciso Valentim dos Santos: é assim que consta na carteira de identidade, na certidão de nascimento, nos convites da reunião de pais da escola, na toalha de banho azul felpuda que mamãe mandou bordar, no cartão de vacinas e nas outras muitas identificações que já não lembro. Uma vez perguntei por que meu nome havia de ser tão grande. Na realidade recebi três nomes e um sobrenome. Sobrenome do meu pai, muito orgulhoso por tê-lo, “Santos”. Não ligo muito para a sonoridade do “Santos” e o acho um tanto comum. Conheço cerca de dez pessoas que possuem o mesmo sobrenome e não vejo empolgação por portarem-no dentro da carteira. Já os três nomes próprios que foram me dados... Nunca compreendi por que diabos eu teria três nomes. Três e não um. Ou dois “quem sabe”. Mamãe disse “meu filho, seu nome foi uma escolha difícil”. Papai continuou “Tarciso foi uma homenagem ao seu avô paterno já falecido”. Mamãe não querendo perder a vez pôs-se a falar novamente “Valentim significa saudável, forte, valoroso”. “E Humberto?” questionei. Fui completamente ignorado, talvez eu fosse invisível ou minha voz tenha falhado, pois o telefone tocou e a porta da frente falou alguma coisa que eu não compreendi. Sei que vi meus pais ocupados com seus afazeres. Mamãe devia estar conversando com alguma vendedora de produtos naturais, visto que a porta estava entreaberta, permitindo que ela colocasse apenas o rosto para fora. E se fosse amiga íntima, a porta seria aberta num instante e as duas estariam sentadas no sofá fofocando sobre as últimas notícias locais, ou sobre a novela, tanto faz... Já meu pai... Bem, ele tinha ido atender ao telefone. Calculando o tempo de demora acredito que tenha se entretido com algum livro de contabilidade. Sim, meu pai era contador. Ou advogado? Acho que os dois. Não ouso perguntar sobre a profissão dele. Seria desgastante demais passar a tarde inteira ouvindo-o falar, sem pausas, enquanto me cobriria com livros pesados ao jogá-los no meu colo. Isso tudo com um propósito, claro! Incentivar-me-ia a seguir uma carreira na mesma área. Voltando para o detalhe que ronda meu nome... Humberto. H.T.V.S. Um carimbo com a sigla das letras iniciais dele ficaria bem bonito. Evitei questionar posteriormente sobre o meu primeiro nome, aliás, eu até que simpatizava com o “H”. Pelo menos não era nem o primeiro e nem o último nas listas de chamada organizadas por ordem alfabética.

04 fevereiro 2010

Todo um processo...

O processo de publicação autônoma de um livro é cansativo. Talvez nem tanto quanto o dos pedreiros, que carregam sacos de cimento nas costas, mas ainda sim exige a disponibilidade de tempo. O primeiro passo é escrever, ter algo para publicar, pois idéias, e somente idéias, não são nada palpáveis. Entretanto, passando para a segunda etapa, tendo o material digitalizado em mãos, caso você não seja um expert na língua portuguesa, formado em letras, com outros atrativos, conhecimentos além da própria graduação fica “complicado” apoiar-se apenas em sua própria revisão. Desta maneira é preciso também “arranjar” um revisor. No meu caso dei sorte de conhecer pessoas competentes que se ofereceram a me ajudar.

Dispondo de um revisor, livro concluído... E agora? Agora vem a parte burocrática da “coisa”. Não adianta querer publicar um livro e desejar ser reconhecido por seu trabalho se você mesmo não o valoriza o suficiente para garantir que tenha uma codificação única, registro na biblioteca nacional... Pensei por algum tempo antes de preencher todos os dados necessários para o cadastro de “editor autor”. Desconfiei da importância no meio literário destes dados por desconhecer o ambiente em questão. Escrever não é difícil, escrever algo digno de ser lido sim. Enquanto o meio literário, como qualquer outro, está entupido de porcarias não gostaria de fazer um trabalho pela metade. Publicar sem certificação da existência da minha publicação. Seria como ter um filho e não registrá-lo no cartório.

Então, preenchi os cadastros, xeroquei os documentos necessários, comprei envelopes tamanho ofício (pois a4 havia acabado), anotei o endereço, fui ao banco pagar pelos serviços (fiquei esperando quase duas horas para ser atendida), andei até o correio mais próximo debaixo de um sol escaldante, sob ameaça de chuva, para dar encaminhamento a documentação para a fundação da biblioteca nacional...

Recebi uma resposta da gráfica... (essa parte fica em “off” a menos que alguém se disponibilize para me patrocinar, alguém?)

Enfim. Os dados foram enviados e agora só me resta esperar pelo retorno. Tomará que eu não tenha esquecido nada do que foi pedido senão será um atraso a mais para a data de publicação, prevista para Março.

Quer publicar um livro? Pense ($) muito bem... Brincadeira. Vale à pena. Depois de todo o esforço ter em mãos algo seu, arrumadinho, encadernado, com capa bonita... Mas estes sentimentos devo descrever quando "ele chegar".

03 fevereiro 2010

Dias de Glória - Capítulo 1

Na "onda" de publicar meu "primeiro livro" resolvi que seria interessante disponibilizar para download o primeiro capítulo do primeiro primeiro livro que escrevi. Eu tinha uns 15 ou 16 anos por aí... Trata-se de uma aventura, uma história "fantasiosa", com ambientes e personagens imaginados.

Então, eis aqui o link para visualização e download.

Primeiro Capítulo - A Missão

Post Editado: Coloquei uma capa que criei recentemente para deixar o post mais ilustrativo e, consequentemente, mais atrativo também.

De dentro

Erupção... ERUPÇÃO erupção, erupção, erupção explosão Explosão... de dentro atravessa a pele mancha, mancha, mancha manifestação ...